De acordo com a constituição brasileiro o Brasil é um Estado laico, mas não é isso que vemos no cenário atual do governo, a religião se torna influente nas decisões do senado e tomam para si assuntos nada relacionados a ela. O que realmente tira a laicidade do Estado brasileiro não é a presença de uma Bancada evangélica e sim a ausência de representantes que expressem a opinião de outros seguimentos religiosos, o cristianismo obviamente é favorecido e toma frente em decisões que nada se relacionam a direitos e deveres da Igreja, tanto evangélica como católica.
É fácil encontrar temas pendentes ou reprovados no plenário por interferência religiosa, o aborto por exemplo é um que foi muito lembrado por feministas em protestos, por um lado temos as mulheres que defendem o aborto com o argumento de que antes um feto morto do que uma criança violentada; por outro temos a igreja que defende suas tradições e mandamentos condenando quem realiza o aborto, lutando com garras e dentes para a não legalização do mesmo. O fato é que com a interferência da religião, mulheres que não seguem a crença são obrigadas a seguir leis bíblicas, mas em contra partida a aprovação do mesmo poe em risco a vida das crianças e das mães.
Outro ponto evidente da não laicidade do Estado brasileiro está em nossas mãos, a nossa moeda, a frase Deus seja louvado é uma amostra explicita de cristianismo e também em nosso calendário que trata datas que são comemorativas para a Igreja como feriado, detalhes esses que deixam de lado crenças umbanda, budistas dentre outras que não creem em um Deus e de ateus que não acreditam em uma força divina.
O casamento gay foi bastante polemizado e recebeu críticas a sua aprovação vindas da bancada evangélica que dizia poder definir o que é família e afirmava que o mesmo seria um desrespeito a religião brasileira, sendo o Brasil um país laico.
Perante os fatos e a atual condição político do país podemos definitivamente dizer que religião e política, apesar de importantes devem ser distinguidas para que as leis e as decisões garantam de fato o direito de todo aquele cidadão independente de sua crença ou não crença, que temos o direito de seguirmos nossos devidos costumes mas respeitando a opinião do outro, enquanto o Estado não se posiciona em relação ao assunto o jeito é torcermos para que Deus, ou qualquer força capaz, protejam a nossa política.